ComportaGames: a sua chance de dizer para alguém que está estudando enquanto joga sem parar

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Vocês já ouviram falar do ComportaGames???
Se não ouviram, não sabem o que estão perdendo!!!

Nas palavras da equipe do Comporta: 

“O ComportaGames é um website criado para aproximar a Psicologia baseada na Análise do Comportamento e o Desenvolvimento de Jogos. Seu principal objetivo é servir de ponte de comunicação entre as duas áreas de estudo, proporcionando um espaço saudável de discussão e troca de ideias. Além disso, visa promover ampla divulgação da Psicologia baseada na Análise do Comportamento como ciência do comportamento potencialmente colaboradora para o Desenvolvimento de Jogos”.

Não deixem de conhecer! Participem do ComportaGames:http://www.comportagames.com/

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Psicologia Organizacional: Projetos e mais Projetos

Fala galera, todos bem? Passando pela overdose de chocolate?

Gente, eu o Guilherme Alcantara e o Allan Santos, vamos dar início em um “grupo de estudos/projetos” (dentro do LEPAC) sobre Psicologia Organizacional.
Eu gostaria de saber quem tem, realmente, interesse em participar e os horários de disponibilidade…

Montaremos a proposta na semana que vem, mas já adianto que será algo bem diferente e voltado para a prática profissional.

Além disso, preciso de pessoas que queiram, dentro do LEPAC, assumir alguns projetos de interesse, como grupos de estudos, solicitações de cursos, palestras, eventos. etc;

Peço que quem tiver interesse, entre em contato conosco pelo email: lepac.up@gmail.com

R+ para todos!

1ª Jornada de Análise do Comportamento UP e UFPR

1ª Jornada de Análise do Comportamento UP e UFPR
SUCESSO!!!

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Hoje, dia 30/09/2014, é uma data que ficará marcada para sempre na vida daqueles que organizaram a 1ª Jornada de Análise do Comportamento UP e UFPR. Mas, antes disso, esperamos que essa data e o conteúdo desse evento fiquem marcados na formação dos participantes que deram vida para a JAC.

Dentre todos os tópicos destacados nas exposições realizadas, alguns me prenderam mais a atenção e foram de certa forma, os direcionadores do meu raciocínio sobre os tópicos posteriores e sobre minha análise geral do evento.

O primeiro deles surgiu na primeira apresentação, especificamente, na fala do professor Alexandre, que mesmo com sua modéstia e suas ressalvas sobre o assunto ministrado, apresentou de forma consistente como os processos governamentais controlam nosso comportamento.

Sucinto e claro nas palavras, ele foi direto ao ponto. Somos controlados por meio de esquemas de reforçamento, por punições por regras etc.,

Prosseguindo em sua fala, demonstrou a complexidade das decorrências geradas por esse controle, pois, infelizmente, é impossível não estar sob controle desses processos. Mesmo isolados em uma caverna para fugir de tudo estamos, de certa forma, agindo de acordo com a cultura a que fomos expostos.

Pois é meu amigo, não há como fugir!

Confesso que nesse momento, revirei meus pensamentos, busquei fórmulas comportamentais e tentei produzir diversas alternativas para encontrar um meio de dizer: Não, da forma “xyz” nós conseguimos evitar esse controle. Mas logo pensei: Mesmo que eu consiga pensar dessa maneira, sob que tipo de controle eu estou para produzir uma resposta como essa?

Cheque!

Tive então que reformular minha pergunta e pensei em uma que viria a ser respondida nas duas palestras após o almoço.

Como exercer controle sobre as variáveis que me controlam? (Essa é uma pergunta geral, mas que não precisou ser especificada, pois o contexto do evento já fizera isso por mim).

E foi durante a palestra do professor Hélder que foi exposta a questão sobre a mídia e sua influência sobre nosso comportamento de votar. Em um desses momentos, um dos participantes comentou sobre mecanismos virtuais e o contra controle. Logo depois o professor Bruno complementou: Na verdade a função desses mecanismos não é de contra controle, mas sim podem ser usados como meio para isso.

É importante pensar dessa maneira e esse foi o segundo ponto que me chamou a atenção. Como os mecanismos nos quais temos acesso para expor nossa opinião e exercer contra controle (mesmo que não tenhamos discriminado essa função) podem ser úteis para aumentar a gama de informações sobre diversos tema, como a política, e assim podermos avaliar de inúmeras maneiras um evento para chegarmos a uma conclusão agregada do menor grau (se é que podemos chamar assim) possível de controle ou interferências “direcionativas” (perdão pelo neologismo).

Passando para a última palestra, a do professor Gabriel, para então concluir meu raciocínio, comecei a vincular a análise da utilização dos meios midiáticos, destacados pelo professor Hélder, como forma de identificar as fontes de controle para diminuir a decorrências sinalizadas pelo professor Alexandre e tentar, por fim, exercer aquela sábia Análise de Contingências desenvolvida pelo professor Gabriel e alunos (as) da UFPR. (Vale apena deixar aqui os meus parabéns pelo material produzido! Ficou muito bom!).

É importante, portanto, não somente criticar a política, mas traze-la para próxima de nós, criando grupos, eventos, estudos etc., que nos possibilitem aumentar o grau de controle sobre aquilo que nos controla e então podermos tomar ações mais conscientes em relação a política de nosso país e até mesmo da política das relações que estabelecemos.

Por fim, agradeço imensamente aos Professores Adjuto, Alexandre, Bruno, Gabriel e Hélder pela participação! Muito Obrigado!

André Luiz

Segue o Link para as Fotos do Evento: https://www.facebook.com/media/set/?set=oa.298806333636607&type=1

 

O que são e por que seguimos regras?

LEPAC LOGOO QUE SÃO E POR QUE SEGUIMOS REGRAS?
André Luiz[1]; Josiane F. Knaut[2]
Universidade Positivo
Laboratório de Estudo e Prática em Análise do Comportamento

            Nos diferentes grupos sociais a que estamos ligados, existem categorias (ou tipos) de comportamentos que são ou não aceitos e, nossa forma de agir, fica sob controle dessas categorias previamente definidas. Segundo Skinner (2003) a classificação “bom” ou “mau”, “certo” ou “errado” é a principal técnica empregada no controle comportamental do indivíduo, que será reforçado ou punido de acordo com essas classificações. Os mecanismos de reforçar e punir fazem parte do controle comportamental que o grupo exerce sobre seus membros tanto em aspectos individuais quanto nas relações com os demais.

              Quanto maior o grupo social, mais difícil é a realização e manutenção do controle comportamental, havendo necessidade de formulação de regras. Regras, por sua vez, são estímulos (discriminativos) antecedentes verbais que podem descrever a resposta a ser emitida e suas prováveis consequências (Flores, 2004; Matos, 2001; Paracampo & Albuquerque, 2005). Regras podem ser utilizadas em diversas situações e desempenhar inúmeras funções como restringir a variação comportamental, estabelecer novos comportamentos e alterar as funções de estímulos (Albuquerque, 2001). Mas por que seguimos regras?

             De acordo com Skinner (2006), regras são seguidas porque o comportamento de seguir regras similares foi reforçado no passado. O histórico de reforçamento do comportamento de seguir regras foi desenvolvido ao longo do processo evolucional do homem, visto que as culturas e as praticas culturais que perduraram por longos períodos, só se mantiveram devido à transmissão (verbal) dos comportamentos necessários para realização dessas práticas. Segundo Matos (2001)

            Estabelecer e formular regras é um comportamento frequentemente reforçado entre e pelos mais velhos de uma comunidade; reforçado pela sua eficácia na instalação e manutenção de comportamentos desejados entre os mais jovens, que continuarão e perpetuarão as práticas culturais necessárias para a sobrevivência daquele grupo como um todo”… “Regras são particularmente empregadas em situações em que as contingências naturais são fracas, ou porque têm magnitude pequena ou porque operam em longo prazo”. (p. 58).

          De acordo com a descrição de Matos (2001) e os outros pontos levantados anteriormente, é possível incluir as regras ou, o estabelecimento de regras, como um processo essencial para o desenvolvimento e sobrevivência de uma cultura ou prática cultural. Primeiro porque possibilita a condensação de diversas contingências em descrições práticas (relação entre resposta e consequência) e segundo porque opera por um tempo maior que as contingências naturais.

           De acordo com os conceitos apresentados, podemos, mesmo que de forma pouco aprofundada, responder qual a função e o porquê que seguimos regras. Regras permitem transmitir ao longo das gerações quais são os comportamentos necessários para a manutenção das práticas culturais vitais (ou não) à sobrevivência de uma determinada sociedade e, sem elas, muitas das culturas que temos hoje talvez não existissem mais, pois as descrições das práticas culturais necessárias para dar continuidade à cultura perder-se-ia no tempo e, por fim, deixariam de existir. Se regras não existissem, é plausível dizer que nem seríamos capazes de ler este texto sobre regras, pois as descrições de ensino-aprendizagem sobre leitura e escrita não existiriam.

Referências

Albuquerque, L. C. & Ferreira, K. V. D. (2001). Efeitos de regras com diferentes extensões sobre o comportamento humano. Psicologia: Reflexão e Critica, 14, 127-139.

Flores, Eileen Pfeiffer. (2004). O conceito de regra na linguagem cotidiana e na Análise Experimental do Comportamento. Estudos de Psicologia (Natal), 9(2), 279-283. Retrieved July 31, 2014, from http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-294X2004000200009&lng=en&tlng=pt. 10.1590/S1413-294X2004000200009.

Matos, M. A (2001). Comportamento Governado por Regras. Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva. Vol.3, nº2, 51-66.

Paracampo, C. C. P. & Albuquerque, L. C. (2005) Comportamento controlado por regras: revisão critica de proposições conceituais e resultados experimentais. Interação em Psicologia, 9, 227-237

Skinner, B. F. (2003). Ciência e Comportamento Humano. São Paulo: Martins Fontes

Skinner, B. F. (2006). Sobre o Behaviorismo. São Paulo. Editora Cultrix.


¹Graduando em Psicologia pela Universidade Positivo: andreluizpsycho@gmail.com
²
Professora do Curso de Psicologia. Mestre em Psicologia. E-mail: josiknaut@gmail.com

 


 

Análise do Comportamento: uma breve descrição

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ANÁLISE DO COMPORTAMENTO: UMA BREVE DESCRIÇÃO

André Luiz¹; Josiane F. Knaut²
Universidade Positivo

               Segundo Skinner (2003), todos nós reconhecemos milhares de fatos sobre o comportamento e não há assunto com qual pudéssemos estar melhor relacionados. É muito comum ouvir pessoas explicando suas ações ou seus comportamentos recorrendo a processos que ocorrem dentro do sujeito. Porém os pressupostos, assim como, a própria Análise do Comportamento, são incompatíveis com esse modelo explicativo de comportamento.

         A Análise do Comportamento segundo Tourinho e Luna (2010) é uma orientação teórico-metodológica em Psicologia sustentada pelos pressupostos filosóficos do Behaviorismo Radical. O Behaviorismo Radical surgiu com as propostas de B.F Skinner para compreensão do Comportamento Humano por meio de uma metodologia cientifica. De acordo com Chiesa (1994, citado em de-Farias 2010) para o Behaviorismo Radical, o ser humano interage no ambiente ao invés de sobre o ambiente, sendo parte interativa deste. Também não há distinção entre o físico e o metafísico no ser humano por este ser considerado apenas em uma natureza material, pois para  Skinner (1974) tanto o comportamento público (observável) quando o privado (não diretamente observável) ocorrem na mesma dimensão natural.

       Para o behaviorismo radical, logo para a AC, as mesmas leis que descrevem as relações funcionais de comportamentos públicos, descrevem as relações funcionais do comportamento privado, pois de acordo com Skinner (1974) não se pressupõe nenhum tipo especial de matéria mental. O mundo físico gera tanto a ação física quanto as condições físicas no interior do corpo as quais um indivíduo responde quando uma comunidade verbal organiza as contingências necessárias.

         Quem se comporta é o organismo e não a mente ou o corpo e esse organismo comporta-se dentro e de acordo com o contexto no qual ele é inserido. Portanto, para Skinner (2007), o que denominamos de comportamento evoluiu como um conjunto de funções entre organismo e ambiente.

         Assim sendo, devemos entender o contexto no qual o organismo se comporta, pois segundo Carrara e Gonzáles (1996, citados em de-Farias, 2010), o contexto é o conjunto de condições em que o comportamento ocorre. “tire o comportamento do contexto e ele fica sem sentido”.

       Ao buscar interpretações do porquê de alguém se comportar de determinada maneira o analista do comportamento não terá como referência a mente, pulsão, energia etc., e sim as contingências ambientais, pois é o ambiente que determina o comportamento, seja privado ou não. “Não é a angústia ou a depressão que faz alguém deixar um relacionamento amoroso, nem a personalidade leva alguém ser impulsivo; São as contingências que alteram as probabilidades do surgimento, manutenção e extinção dos comportamentos apresentados pelo organismo”.
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¹ Aluno do 4º ano do curso de Psicologia. E-mail: andreluizpsycho@gmail.com.
² Professora do Curso de Psicologia. Mestre em Psicologia. E-mail:
josiknaut@gmail.com.

(Revisado por: Mariana S. Sartor)

 

Referências

de-Farias, A.K.C.R. (2010). Análise Comportamental Clínica. Porto Algre. Artmed.

Tourinho, E. Z. & Luna, S. V. (2010). Análise do Comportamento: Investigações Históricas, Conceituais e Aplicadas. São Paulo: Editora Roca.

Skinner, B. F. (1974). Sobre o Behaviorismo. São Paulo. Editora Cultrix.

Skinner, B.F. (2003). Ciência e Comportamento Humano. São Paulo. Martins Fontes.

Skinner, B.F. (2007). Seleção por Consequências. Em: Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, 1, 129-137.