Análise do Comportamento: uma breve descrição

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ANÁLISE DO COMPORTAMENTO: UMA BREVE DESCRIÇÃO

André Luiz¹; Josiane F. Knaut²
Universidade Positivo

               Segundo Skinner (2003), todos nós reconhecemos milhares de fatos sobre o comportamento e não há assunto com qual pudéssemos estar melhor relacionados. É muito comum ouvir pessoas explicando suas ações ou seus comportamentos recorrendo a processos que ocorrem dentro do sujeito. Porém os pressupostos, assim como, a própria Análise do Comportamento, são incompatíveis com esse modelo explicativo de comportamento.

         A Análise do Comportamento segundo Tourinho e Luna (2010) é uma orientação teórico-metodológica em Psicologia sustentada pelos pressupostos filosóficos do Behaviorismo Radical. O Behaviorismo Radical surgiu com as propostas de B.F Skinner para compreensão do Comportamento Humano por meio de uma metodologia cientifica. De acordo com Chiesa (1994, citado em de-Farias 2010) para o Behaviorismo Radical, o ser humano interage no ambiente ao invés de sobre o ambiente, sendo parte interativa deste. Também não há distinção entre o físico e o metafísico no ser humano por este ser considerado apenas em uma natureza material, pois para  Skinner (1974) tanto o comportamento público (observável) quando o privado (não diretamente observável) ocorrem na mesma dimensão natural.

       Para o behaviorismo radical, logo para a AC, as mesmas leis que descrevem as relações funcionais de comportamentos públicos, descrevem as relações funcionais do comportamento privado, pois de acordo com Skinner (1974) não se pressupõe nenhum tipo especial de matéria mental. O mundo físico gera tanto a ação física quanto as condições físicas no interior do corpo as quais um indivíduo responde quando uma comunidade verbal organiza as contingências necessárias.

         Quem se comporta é o organismo e não a mente ou o corpo e esse organismo comporta-se dentro e de acordo com o contexto no qual ele é inserido. Portanto, para Skinner (2007), o que denominamos de comportamento evoluiu como um conjunto de funções entre organismo e ambiente.

         Assim sendo, devemos entender o contexto no qual o organismo se comporta, pois segundo Carrara e Gonzáles (1996, citados em de-Farias, 2010), o contexto é o conjunto de condições em que o comportamento ocorre. “tire o comportamento do contexto e ele fica sem sentido”.

       Ao buscar interpretações do porquê de alguém se comportar de determinada maneira o analista do comportamento não terá como referência a mente, pulsão, energia etc., e sim as contingências ambientais, pois é o ambiente que determina o comportamento, seja privado ou não. “Não é a angústia ou a depressão que faz alguém deixar um relacionamento amoroso, nem a personalidade leva alguém ser impulsivo; São as contingências que alteram as probabilidades do surgimento, manutenção e extinção dos comportamentos apresentados pelo organismo”.
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¹ Aluno do 4º ano do curso de Psicologia. E-mail: andreluizpsycho@gmail.com.
² Professora do Curso de Psicologia. Mestre em Psicologia. E-mail:
josiknaut@gmail.com.

(Revisado por: Mariana S. Sartor)

 

Referências

de-Farias, A.K.C.R. (2010). Análise Comportamental Clínica. Porto Algre. Artmed.

Tourinho, E. Z. & Luna, S. V. (2010). Análise do Comportamento: Investigações Históricas, Conceituais e Aplicadas. São Paulo: Editora Roca.

Skinner, B. F. (1974). Sobre o Behaviorismo. São Paulo. Editora Cultrix.

Skinner, B.F. (2003). Ciência e Comportamento Humano. São Paulo. Martins Fontes.

Skinner, B.F. (2007). Seleção por Consequências. Em: Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, 1, 129-137.